Face à ameaça de processos judiciais por parte da indústria cinematográfica e colocadas perante a perspectiva de lucros fenomenais no sector em expansão dos conteúdos online gerados pelos utilizadores, as empresas de aplicações P2P estão cada vez mais a tentar adquirir um ar de credibilidade. Depois da Bittorrent.com, que na semana passada recolheu 20 milhões de dólares em capital de risco e assinou acordos com mais uma série de grandes companhias de televisão e cinema como a 20th Century Fox, MTV e Paramount, devendo lançar em breve a sua loja online de vídeos de alta qualidade, foi agora a vez da Azureus apostar no mesmo caminho da legitimidade face aos olhos da MPAA, RIAA e companhia limitada.

Responsável por um dos clientes mais populares para o protocolo de rede BitTorrent, a companhia lançou ontem o Zudeo, um site de indexação de conteúdos para a pesquisa e partilha de ficheiros de vídeo pesados, com resoluções de imagem elevadas e maior duração. O objectivo é concorrer com a YouTube com uma oferta de qualidade superior. Em simultâneo, foi também lançado o Azureus 3.0, estando o site totalmente integrado na nova versão do software que ainda se encontra numa fase beta. Mais uma vez, o Janko Roettgers do P2P blog fez uma análise bastante completa tanto da plataforma como da aplicação.
Como mandam as regras da Web 2.0, o Zudeo inclui várias funcionalidades sociais como um sistema de classificação, comentários, tags, possibilidade de efectuar o upload de vídeos e links para “diggar”. Uma das grandes deficiências que eu vejo no Azureus 3.0 é que ele não integra um leitor de multimédia para poder visualizar os vídeos sem ser necessário iniciar outro programa. Mais ainda, nem a aplicação nem o site incluem excertos dos ficheiros de forma a que se possa saber se vale a pena ou não efectuar o seu download. Muito melhor e mais eficaz é o DemocracyTV, um software que agrega, descarrega – via BitTorrent – e reproduz programas televisivos e outros vídeos ou o Songbird, que faz quase o mesmo em relação à música.
O interface cheio de estilo pode ser facilmente substituído pelo “look” tradicional pelos utilizadores avançados que pretendem ajustar as configurações. Quem achava que o Azureus já estava suficientemente carregado de características secundárias (“bloated”) e enjoar do estilo “clean” do novo interface, pode ficar descansado pois apesar de o site oficial getazureus.com redireccionar para o endereço do Zudeo, é ainda por enquanto possível efectuar o download da versão 2.5.0 a partir de azureus.sourceforge.net.
Para suportar o lançamento da nova plataforma, a Azureus captou 12 milhões de dólares numa segunda ronda de financiamentos. De forma a agradar aos olhos de Hollywood e impedir a publicação de material “ilegal”, todos os conteúdos submetidos através do Zudeo serão moderados e o motor de pesquisa apenas abrange a base de dados “autorizada” do site. Bem, pelo menos, é material livre de DRM…
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Só queria saber o que o (vuze)zudeo tem a ver web 2.0, por isso tanto burburinho, qualquer site agora é web 2.0, só porque tem sombra…
Caro Jonathan,
Perguntas o que é que o Vuze/Zudeo tem a ver com web 2.0 e suponho que queres dizer que é só por causa da sombra no logotipo. Mas se vires bem o que eu digo no post, nem sequer falo nesse pormenor:
Como mandam as regras da Web 2.0, o Zudeo inclui várias funcionalidades sociais como um sistema de classificação, comentários, tags, possibilidade de efectuar o upload de vídeos e links para “diggar
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