No campo da cultura livre, podem ser identificadas duas visões quase antagónicas: uma podemos observá-la nos gurus e empresas da Web 2.0 que utilizam técnicas de marketing comercial para facilitar a interactividade, a colaboração e a sociabilidade online, embora com um objectivo último de rentabillizar financeiramente o valor acrescentado gerado pelas producções culturais colaborativas; completamente oposta a esta está a posição defendida por muitos artistas e netlabels que defendem a partilha ilimitada e o acesso universal à cultura e recusam terminantemente a transformação dos bens culturais comuns em mercadorias.
Num post anterior – a que eu não consigo linkar directamente… – já mencionei aqui o papel que o Dogmazic.net (antigo Musique-libre.org) têm vindo a desempenhar no sentido da partilha legal de música e na promoção de licenças livres em França. Embora esteja em francês, esta thread que eu encontrei lá ilustra bem os pontos da discórdia em volta da cultura livre e a dificuldade em conciliar interesses divergentes.
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